quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Roda de Leitura de agosto de 2014: Chuva negra, de Masuji Ibuse


Olá, caros leitores!
Já aviso que não tirei fotos das reuniões, logo deixo registrada a foto do escritor Masuji Ibuse (1898-1993), que, apesar de ter produzido uma obra vasta, é mundialmente conhecido pelo romance Chuva negra, publicado originalmente em 1965.

No Brasil, houve duas traduções do romance, uma da editora Marco Zero, da década de 1980, e a mais atual, de 2011, da editora Estação Liberdade.




Eu particularmente gostei mais da edição da Marco Zero que atenta para a peculiaridade do romance: ser uma narrativa em duas camadas temporais: começa em 1949, com Shiguematsu Shizuma morando em Kobatake com sua família, sobrevivente do bombardeio de Hiroshima, com um dilema moral: sua sobrinha Yasuko não consegue casar-se devido a boatos de que ela estava na cidade no momento do bombardeio de modo que teria se contaminado com a radiação. A partir deste problema (e do fato dele mesmo ser uma vítima da radiação), ele resolve transcrever o diário da sobrinha, depois transcrever seu próprio diário, que se torna a espinha dorsal do romance, pedir a sua esposa Shigeko que escreva um relato descrevendo a alimentação da família nos tempos de guerra. Já pelo um terço final da história, quando descobrimos que Yasuko está apresentando os sintomas tardios da doença da radiação, temos o relato do tratamento do médico Iwatake.

Pois bem, a edição da Marco Zero respeita esta dupla temporalidade, demonstrando graficamente esta dualidade: os relatos de 1945 são publicados em itálico, enquanto que a narrativa dos eventos posteriores, de 1949, são publicados em tipo regular. Isso, a meu ver, facilita a leitura do livro. A edição da Estação Liberdade, apesar de primorosa, não leva em conta este fato.

Como esta é a 3a. vez que lemos este livro na Roda de Leitura do mês de agosto e alguns dos participantes já tinham lido, resolvi apresentar um contraponto: li em voz alta o conto Tarde de formatura, que consta na coletânea Ao cair da noite, de Stephen King, publicada pela Suma de Letras e que fala de uma explosão atômica em Nova York, ocorrendo numa tarde em que jovens se divertem numa festa. Se em Chuva negra o horror era não saber do que se tratava tamanha destruição, neste conto simples, tanto os personagens quanto nós os leitores sabemos do que se trata. Nos dois casos o imponderável acomete a vida das pessoas quando elas menos esperam.


Bom, a partir de agora, deixo aberto para quem quiser postar seus comentários.
Fiquem a vontade para escrever seus pensamentos, opiniões e experiência de leitura.

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Agenda 2014: Revelando São Paulo Capital



http://revelandosaopaulo.org.br/rv/capital-se-prepara-para-a-18a-edicao-do-revelando-sp/ - Acesso em 04 de agosto de 2014


De 12 a 21 de setembro acontece no Parque do Trote / Mart Center, na Vila Guilherme, a 18ª Edição Revelando São Paulo – Capital do Uma grande amostragem do Patrimônio Cultural Imaterial do estado de São Paulo  estará presente durante os 10 dias de Festival da Cultura Paulista Tradicional.
Os sabores  da mesa paulista, preparados na hora por culinaristas do interior do estado, seguindo as receitas tradicionais de família, incluindo o uso de fogões a lenha, construídos especialmente para o festival. São doces caseiros, bolinhos caipiras, broas, pamonhas, bolos, café caipira, virados, afogados, galinhadas, feijão tropeiro, farinha de mandioca, peixes e moquecas, entre outras iguarias.
Outro espaço de destaque do Revelando São Paulo é o Pavilhão de Artesanatos, produzindo, durante o festival, peças em barros, trançados em fibras, palha e cipó, esculturas em madeira, ferro, fuxicos, bordados entre outros.
Com entrada franca, o Festival acontece de 9h a 21h, o Parque do Trote fica na Rua Chico Pontes 1.500 – Vila Guilherme.
Em breve, mais informações e a programação completa

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Roda de Leitura de Agosto de 2014: Chuva Negra, de Masuji Ibuse


Reuniões presenciais:
Espaço 308: 16 (sábado, 16h)
Espaço Novo Mundo: 19 (3a.feira, 19h)

Novo!
Comentários no blog:
abertos a partir de 21 de agosto
Queridos leitores:
A pedido de uma leitora do blog que atualmente mora em Minas Gerais, vou testar um formato de forum dentro da proposta das Rodas de Leitura.
Funcionará assim: após as reuniões presenciais, sempre registro os comentários obtidos presencialmente. Os leitores que desejarem poderão fazer seus comentários a respeito de suas leituras postando-os nesta postagem. Vamos ver se dá certo!


IBUSE, Masuji. Chuva negra 
São Paulo, Estação Liberdade, 328p.

Publicado originalmente em 1965, o romance revela como a experiência traumática da bomba atômica que atingiu Hiroshima em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, permanece atual como expressão dos vários reflexos de um evento atroz na experiência pessoal de cada vítima e na história da humanidade em geral.
Na trama, passados quase cinco anos da explosão, Shigematsu Shizuma e sua mulher, Shigeko, ambos com os sintomas daqueles que foram expostos à radioatividade, tentam arranjar um casamento para a sobrinha Yasuko. O boato de que também ela estaria contaminada, porém, afasta os pretendentes. Para provar que os comentários são infundados, o tio decide transcrever o diário da sobrinha daquela época, além de seu próprio e o da esposa, mas os escritos provam que a jovem esteve sob a chuva negra a caminho de Hiroshima.


terça-feira, 29 de julho de 2014

Oficina de marmorização no Espaço do Papel / Marbling paper workshop

Olá, queridos leitores!
Compartilho com vocês uma oficina de marmorização de papeis, onde aprendi a marmorização com tinta a óleo. Precisava aprender a dosar a tinta no solvente, pois minhas últimas marmorizações ficaram bonitinhas, mas não estavam satisfatórias. 
Logo, procurei quem podia me ajudar: a professora Marta, do Espaço do Papel.

Hello, dear readers!
I share with you that I attended a marbling paper workshop, when I learnt paper marbling using oil paints.
I needed to learn how to dose rightly the oil in the solvent 
because my last marbling papers were lovely, but I wasn't satisfied with them.
So I searched for who could help me: teacher Marta, from Espaço do Papel.

Professora excelente, recomendo!

O laboratório de marmorização fica numa cozinha!

As tintas a óleo são misturadas ao solvente

Pentes de marmorização

Água com CMC

Pingando a tinta a óleo na água com CMC

Desenhando os padrões na água gelificada

Deitando os papeis na água gelificada com as tintas




Belos resultados!




Ferramentas para a marmorização de papeis: container para as tintas, conta gotas, palitos, pinceis e pentes 

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Reunião de contadores de histórias julho de 2014



Olá, caros leitores!
Registro aqui a reunião dos contadores de histórias, em pleno dia de jogo Argentina x Holanda. Confesso que o dia não era tão auspicioso, além do jogo ainda estava chovendo, mas a reunião foi ótima. Estivemos eu (que estava tirando as fotos, logo não apareço), a Luciana, o Márcio e a Andrea.
Quero destacar a produção visual baseada na leitura do capítulo 9 de Mulheres que correm com os lobos de Clarissa Pinkola Estés: a ilustração é do Márcio Grou e a boneca foca é da Andrea Amaral.



Debatemos o capítulo a respeito do conto A pele de foca. Eu mesma fiquei impressionada com o fato de o referido conto refletir tanto a minha vida profissional.

A reunião foi muito pródiga, como podemos ver na foto acima!


Histórias contadas:

Eu, Lucia: Os seis jizôs agradecidos

Márcio: O zimbro


Andrea: A mulher ramada

Luciana: Polegarzinha

***

A próxima reuinão está marcada para 26 de agosto, 3a.feira, a partir das 18h, no Espaço Troca Livros na Biblioteca Monteiro Lobato.

Leitura sugerida: Capítulo 6 (A procura da nossa turma: a sensação da integração como uma bênção: O patinho feio) de Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés

Tema das histórias: Histórias de pais

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Roda de Leitura de julho de 2014: Diário de Anne Frank


Olá, queridos leitores!
Registro aqui a realização das rodas de leitura de julho de 2014, baseadas na leitura do Diário de Anne Frank. Infelizmente, esqueci-me de tirar fotos do encontro no Espaço Novo Mundo, então temos apenas a foto do encontro no Espaço 308.





 Para começar a discussão, foi bacana perceber que os leitores variaram na escolha da versão do diário.

Isso revelou-se bastante frutífero porque pudemos conversar a respeito das diferenças apresentadas nas edições acima. Por exemplo, a versão a esquerda pertence ao Círculo do Livro e é de 1973. A edição do meio é a versão definitiva e a edição da esquerda é a versão de bolso da edição definitiva.

Eu li a versão de 1973 e a versão de bolso e percebi a diferença entre elas.

  • Discutimos a diferença entre as versões (incluindo as opções dos tradutores, as diferenças na grafia de alguns nomes) e isso porque nem começamos a falar a respeito das edições realizadas pela própria Anne enquanto ela estava viva e depois, as edições realizadas por seu pai
  • Como as pessoas leram diferentes edições e seria melindroso citar as páginas, optei por citar as entradas (ou 'logs') por data. Afinal, é um diário, não é mesmo?
  • Concordamos que as primeiras entradas eram absolutamente coerentes com a vida uma adolescente de classe média alta, ainda que, sutilmente, já podemos perceber a intromissão do nazismo em sua vida: o fato de Anne ter sido transferido para o Liceu israelita aos 13 anos de idade (frequentara a vida toda uma escola montessoriana), só frequentar sorveterias de judeus e não poder pegar transporte público. Como estamos vendo esses sinais do ponto de vista de uma adolescente, a princípio não é tão horrível
  • Um dos grandes méritos do diário, a medida em que avançamos em sua leitura, é a mistura do registro de subjetividade, suas impressões em relação a vida em família e vizinhança no Anexo secreto e os acontecimentos da 2a.guerra: especialmente as vitórias militares da Inglaterra, a medida em que eles esperavam o fim da guerra
  • Pelas observações ao longo do diário, é possivel para nós leitores vislumbrarmos a degradação econômica e social que a Holanda passou durante a guerra, pela maneira como isso afetou as condições de vida de Anne, seus familiares e amigos
  • Sempre pergunto aos participantes das rodas qual o trecho que mais chamou a atenção, do que eles mais gostaram e desta vez, um trecho muito citado foi em que Anne reflete a respeito de um diálogo que ela tem com a mãe, no qual esta a aconselha a confortar-se lembrando-se da desgraça de tantos que estavam 'lá fora' e ela considera que prefere alegrar-se pensando na natureza. Uma questão de 'copo meio vazio e copo meio cheio'?
É isso, caros leitores!
Em agosto nos encontraremos para discutir a leitura de Chuva negra, de Masuji Ibuse.
Até lá!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Agenda 2014: Festival da Amizade Brasil-Japão 2014 em Guarulhos

Fonte: Guarulhos Web - acesso em 05 de julho de 2014
Olá, queridos leitores!
Segundo meu contato na Associação Okinawa, o décimo Festival da Amizade Brasil-Japão  de Guarulhos acontece no Bosque Maia no dia 31 de agosto, das 10h às 17h.